O Novo Marco Legal do Saneamento (Lei Federal 14.026/2020) do Brasil propõe o fornecimento de água para 99% da população e coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2033. Atualmente, segundo o estudo Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil – 2023, mais de 33 milhões de brasileiros continuam sem acesso à água potável e outros quase 100 milhões não são atendidos pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto.

Antecipando uma solução para o tema, uma empresa gaúcha quer entregar água boa para as pessoas. A Augen, especialista em engenharia e inovação que desenvolve tecnologias para promover a digitalização dos processos de tratamento de água, apresenta ao mercado uma assistente virtual capaz de oferecer resultados, métricas e direcionamento.

Batizada como “Íris”, o programa tem toda a base de conhecimento da internet, além das informações técnicas dos equipamentos produzidos pela empresa.

“A Iris poderá interagir com os equipamentos em tempo real, respondendo a questionamentos como ‘Qual o valor da concentração de cloro?’, ‘Quando eu fiz a última manutenção no equipamento?’ ou ‘Quanto estou economizando?’, direcionando os operadores para as tarefas essenciais. E o melhor, aprende com o usuário durante as suas interações”, explica Fabrício Butierres Santana, diretor-executivo da companhia.

O executivo acrescenta que a conexão é o caminho para a tecnologia 5.0, que passa pela computação espacial, “onde os óculos de realidade mista são os dispositivos mais promissores”. “Acreditamos que as mãos dos nossos clientes devem estar livres para atividades necessariamente manuais. E é assim que a Iris irá ver, ouvir e falar tudo que é importante para a potencializar a produtividade do setor do saneamento.”

Água é tech

O lançamento da Íris é mais um capítulo da história da Augen no universo digital e do saneamento. A empresa é dona de uma solução capaz de, digitalmente, avaliar as características da água, efluente ou esgoto a ser tratado.

“A partir dessas informações, se constrói um modelo matemático, que vai sendo aperfeiçoado à medida que o trabalho se realiza”, sublinha Santana. A solução evolui até se estabelecer a proporção ideal entre o insumo a ser aplicado e qualidade alcançada, permitindo a digitalização dos processos para tratamento adequado da água.

O resultado são ganhos operacionais, uma vez que não há desperdícios de insumos nem a aplicação daqueles que podem prejudicar tubulações e sistemas; e um tratamento da água e efluentes com mais eficiência e qualidade.

 

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